Domingo, 13 de Julho de 2008

Visita ao Alto Lindoso



Um grupo de formandos e formadores dos cursos Educação e Formação de Adultos (EFA) e Acção Educativa (AE), ensino básico e secundário, da Escola E. B. 2, 3 Bernardino Machado participou, ontem, dia doze, numa visita de Estudo à Barragem do Alto Lindoso (Parque Nacional da Peneda-Gerês).

Ponto de passagem obrigatório, a meio da manhã, foi a antiga e belíssima Vila de Arcos de Valdevez, tendo aí feito a comitiva um passeio pela zona histórica e ribeirinha, contactando com o comércio local, com o relógio de água (um dos dois exemplares existentes no mundo) e com a panorâmica do alto da vila sobre o Rio Vez, descendo, depois, pelo seu emaranhado de ruelas, até ao parque fluvial, para fotografar o idílico da ponte antiga e o espelho de águas que sob ela corre.

Seguiu-se um almoço-convívio e uma visita ao Soajo, freguesia onde sobressaem, pela sua beleza rústica e granítica, os espigueiros, local muito apreciado pelos visitantes e onde os disparos fotográficos não deixaram de o notar, lembrando a importância que este tipo de aglomerados comunitários desempenhou na vida das gentes do Alto Minho.

Cumprindo o previsto, o percurso culminou com a visita às instalações da Hidroeléctrica do Alto Lindoso (Concelho de Ponta da Barca), estrutura imponente, acabada de construir em 1990 e hoje a que produz o maior volume de energia eléctrica no País (respondendo a cerca de 11% da energia deste tipo consumida em Portugal). Os visitantes puderam contactar com o interior do Complexo, inteirando-se das diversas fases da produção de energia, das potencialidades energéticas da Central, assim como de pormenores de construção e funcionamento, como a dimensão dos túneis de água para as turbinas (os maiores do mundo, aquando da sua instalação, com 8, 3 metros de diâmetro) e o elevador de água (ainda o maior da Europa, com os seus 350 metros de altura).

Deixada para trás a Barragem de Lindoso, o grupo aproveitou para fazer um lanche, ainda em terras de Ponta da Barca, juntando-se a boa disposição ao farnel, em perfeita sintonia, aliás, com o envolvente da paisagem.

Mais uma vez, equipas pedagógicas, formandos e funcionários evidenciaram como a amizade está no princípio e no fim da Escola. Assim esta página mais…

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Um curso para a vida



A sociedade moderna fala cada vez mais se fala na importância do saber e da informação, ferramentas que visam, não só estruturar o individuo no mundo do trabalho, como sobretudo até muni-lo de ferramentas intelectuais que lhe permitam sobreviver num mundo de constantes e vertiginosas alterações.

Ao contrário da geração dos nossos pais, sentimos hoje uma necessidade absoluta e vital de complementar a aprendizagem inicial (a chamada educação básica) com conhecimentos alargados e aprofundados em áreas que vão das Línguas Estrangeiras ao uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Como foi dito atrás, esta complementaridade assume-se como uma forma de sobrevivência!

Responde-lhe directamente o Programa das Novas Oportunidades, iniciativa governamental, hoje muito difundida, com que se torna possível completar o círculo educacional recebido nos primeiros anos de vida. Completar o 6º, 9º ou 12º anos é uma meta ao alcance de todos, um desafio que conta o apoio de equipas especializadas e formadores altamente qualificados para o conseguir.

A Escola Bernardino Machado tem apostado nos últimos anos neste Programa de Educação, propondo cursos de nível B2 (Básico, 2º ciclo), B3 (Básico, 3º ciclo) e Secundário. Ascende a várias dezenas o número de formandos que diariamente se prontificam ao estudo e obtenção de certificação correspondente àqueles níveis.

No próximo mês de Setembro, a Escola iniciará novos cursos, para além daquele que principiou em Maio último. A aposta nesta formação é acompanhada, além do mais, de uma busca de progressivo ajustamento às necessidades e vicissitudes destes cursos. Haverá cursos de cariz profissionalizante e cursos gerais, respondendo a diferentes tipos de procura.

O pioneirismo da Bernardino Machado nesta formação é o nosso lema. Para quaisquer informações relativas ao funcionamento e oferta formativa no âmbito das Novas Oportunidade, os interessados poderão usar os contactos deixados neste espaço.

Sugestão de Leitura — «A Ideia de Europa»




A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel…

George Steiner, A Ideia de Europa, Gradiva

O que nos caracteriza como europeus, nos diferencia e nos permite assumir uma identidade própria, construída sobre dezenas de línguas e geografias tão distintas?

George Steiner na já célebre Palestra no Nexus Institute, convertida em livro, aborda com desassombrada eloquência o “ser europeu”, demonstrando-o em cinco parâmetros ou traços distintivos: os cafés, a dimensão humana do espaço físico, as ruas baptizadas com nomes próprios, a herança partilhada de Atenas e Jerusalém, a consciência escatalógica do europeu.

Mais do que apontar aspectos, Steiner apresenta a sua leitura histórica do Velho Continente, em torno do Humanismo, das Artes e das Ciências, ao mesmo tempo que nos persuade da terrível “contaminação” americana nos múltiplos aspectos da praxis social: “… Nada ameaça a Europa mais radicalmente […] do que a onde detersiva e exponencial do anglo-saxónico, e dos valores e imagem mundial uniformes […] que traz consigo. O computador, a cultura do populismo e o mercado de massas fala anglo-americano desde as discotecas de Portugal ao império da comida rápida de Vladivostok. A Europa morrerá efectivamente, se não lutar pelas suas línguas, tradições locais e autonomias sociais…”.

Fundamentalmente, o europeu é aquele que sob o signo da tradição, de Deus, do respeito pelos artistas e homens cultos, de veneração pelos seus santos e catedrais, se propõe “negociar” (é esse o termo de Steiner) moral, intelectual e também existencialmente os ideais da praxis e os horizontes do espírito, equilibrando-se entre eles.

I — Os cafés: “O café é um local de entrevistas e conspirações, de debates intelectuais e mexericos, para o flâneur e o poeta ou metafísico debruçado sobre o bloco de apontamentos. Aberto a todos, é todavia um clube, uma franco-maçonaria de reconhecimento político ou artístico-literário e presença programática. Uma chávena de café, um copo de vinho, um chá com rum assegura um local onde trabalhar, sonhar, jogar xadrez ou simplesmente permanecer aquecido todo o dia.”; “Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da «ideia de Europa»”.

II — A dimensão humana do espaço: “A cartografia da Europa é determinada pela capacidade, pelos horizontes percepcionados pelos pés humanos.”; “Os nossos acres, encontrem-se eles cobertos de neve, ou no zénite amarelo do Verão, são aqueles vividos por Bruegel, Monet ou van Gogh. Os bosques sombrios têm ninfas ou fadas, ocres literatos ou eremitas pitorescos.”

III — Nomes das ruas: “As ruas em torno da Sorbonne têm nomes de grandes mestres da escolástica medieval. […] O menino da escola e os homens e mulheres urbanos da Europa habitam verdadeiras câmaras de ressonância de feitos históricos, intelectuais, artísticos e científicos. […] Observe-se a diferença quase dramática. Nos Estados Unidos, tais memoranda são escassos. As ruas são interminavelmente nomeadas como «Pine», «Maple, «Oak» ou «Willow». As grandes avenidas chamam-se «Sunset», a mais nobre das ruas de Boston é conhecida como «Beacon»”.

IV — A herança de Jerusalém e Atenas: “Ser europeu é tentar negociar, moralmente e existencialmente, os ideais, afirmações, praxis rivais da cidade de Sócrates e da cidade de Isaías.”; “A nossa matemática tem sido «grega» […]. O vocabulário das nossas teorias e o dos nossos conflitos políticos e sociais, do nosso atletismo e da nossa arquitectura, dos nossos modelos estéticos e das nossas ciências naturais permanece saturada de raízes gregas…”; “O desafio monoteísta, a definição da nossa humanidade enquanto diálogo com o transcendente, o conceito de um Livro Supremo, a nossa do direito como algo inextrincável em relação aos mandamentos morais […] têm origem na singularidade enigmática e na dispersão de Israel.”

V — Consciência própria (a expectativa do apocalipse): “O meu quinto critério é uma consciência própria escatológica que, segundo creio, pode ser exclusiva da consciência europeia.”; “A Cristandade nunca abandonou completamente essa expectativa de um fim para o nosso mundo …”; “Duas guerras mundiais, que, na verdade, foram duas guerras civis europeias, conduziram esta intimação ao ponto de ebulição…”.

Através desta espécie de guião, Steiner aviva a europaicidade que nos é comum, tocando em questões sensíveis como as diferenças étnicas ou os complexos linguísticos na sua riqueza e conflitualidade. Importam sobremaneira os avisos que deixa e a convicção esperançada de que a Europa resistirá, apesar de tudo, sendo que “apesar de tudo” implica por exemplo a vaga agnóstica (em substituição do cristianismo) ou a fuga de cérebros (científicos e intelectuais) para os Estados Unidos.

Aliás, este é o derradeiro tocado, no qual o autor deixa este sublinhado: “É desesperadamente urgente fazermos cessar, na medida do possível, a saída dos nossos melhores jovens talentos científicos (mas também humanísticos) da Europa devido às ofertas edénicas dos Estados Unidos.”

Com prefácio de Durão Barroso e Rob Riemen, A Ideia de Europa afigura-se uma leitura incontornável, leve e penetrante, tanto mais que pelo actual contexto europeu, pautado por um profundo eurocepticismo, e a poucos dias de Portugal assumir a Presidência da União Europeia.

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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Cultura, Língua e Comunicação - Equipamentos e Sistemas Técnicos


À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com o que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
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Ode Triunfal - Fernando Pessoa

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

EFA ESCOLAR - Nível Secundário

O Agrupamento Vertical de Escolas Bernardino Machado foi pioneiro na implementação de ofertas formativas de educação e formação de adultos. Portanto, possui uma experiência acumulada que permite apresentar ao público-alvo um projecto pedagógico de excelência colocando ao dispor da população ofertas formativas que até agora não existiam.

Neste sentido, o agrupamento de escolas promove a partir da próxima segunda-feira o primeiro curso EFA Escolar de nível secundário. O projecto novo e inovador, está de acordo com as orientações da Agência Nacional para a Qualificação, aplicando-se para já a um grupo de dezena e meia de formandos.

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Jantar-convívio de final de curso



Decorreu no passado dia 12, sábado, um jantar-convívio com os formandos da turma B3_1, seus formadores (do actual e do ano lectivo transacto) e funcionários da Escola E. B. 2, 3 Bernardino Machado que asseguram o trabalho no período nocturno.

Tónica dominante deste jantar, servido no restaurante «Quinta da Faneca», foi a excelente disposição de todos e a sensação de dever cumprido, concluída que está a formação de cerca de ano e meio. Unânime, entre formandos e formadores, a ideia de que este curso enriqueceu todos, cultural e afectivamente.

Aos formandos Alexandre, Ana Maria, Arminda, Carlos, Conceição, Fernando, Hélder, Joaquim, Manuela, Maria José e Sónia foram endereçados elogios por parte dos formadores, que salientaram o sentido de sacrifício, empenho, criatividade e profunda amizade demonstrados, razão do sucesso deste grupo e das saudades que vai deixar. Opinião idêntica manifestaram os funcionários presentes, fazendo saber a estima pessoal e a amizade pela turma.

Para este grupo, a formação representou uma página significativa nas suas vidas. Em nome de todos os elementos, o formando Carlos Azevedo lembrou as etapas vencidas, a abnegação e a força do grupo, agradecendo aos professores, aos colegas, às famílias e funcionários, certo de que nada agora será como dantes.

Terça-feira, 25 de Março de 2008

Respiração Holotrópica – Estados Alterados de Consciência

A respiração holotrópica, uma técnica moderna da psicologia transpessoal que associa respiração rápida e profunda, música evocativa de outras culturas, trabalho corporal e arte, ajuda pessoas a se curarem de traumas psíquicos ou físicos e até de alguns distúrbios psicossomáticos.
O psiquiatra checo Stanislav Grof, um dos pioneiros e fundadores da psicologia transpessoal, afirma que a ampliação da consciência ou entrar em estados incomuns da consciência tem um grande potencial curativo. É muito útil para a psicoterapia e a auto-descoberta, pois liberta emoções profundas que estão reprimidas, permitindo também o acesso a vivências de carácter espiritual, facilitando à pessoa o reconhecer com sua natureza interior.

Segundo Grof, a psicologia tradicional só estuda o que acontece com o indivíduo após o seu nascimento. Ele, entretanto, afirma que alguns comportamentos podem ter raízes mais profundas e só serão completamente curados através de estados incomuns da consciência ou holotrópicos. O psiquiatra constata que as raízes mais profundas de alguns distúrbios psicológicos são da fase perinatal, vivenciados pelo feto durante sua concepção e gestação até o nascimento, que é geralmente traumático. A psicologia transpessoal defende o estudo científico da espiritualidade humana. A espiritualidade natural do ser humano é encarada, muitas vezes, como doença pela ciência tradicional.

A palavra holotrópico vem do grego, significando mover-se em direção à totalidade. O estados holotrópicos podem acontecer espontaneamente ou serem alcançados por técnicas como a respiração holotrópica. A técnica criada por Grof e sua esposa Christina permite o acesso aos inconscientes pessoal e colectivo.
EXERCÍCIO:
Este exercício provoca, na mente, alterações dos estados de consciência.
Para realizar este exercício, as técnicas utilizadas são simples.
Bastará sentar-se numa poltrona bastante confortável, num ambiente pouco iluminado e longe de ruídos ou distrações.
Aromas agradáveis, como os emanados da queima de incensos, são favoráveis ao momento.
As roupas usadas devem ser leves e soltas, e a pessoa precisa sentir-se confortável, não passando frio nem calor.
Uma música ambiente, de preferência instrumental, poderá contribuir positivamente. Primeira prática:

A pessoa deverá iniciar uma respiração ritmada da seguinte forma:
1) Inspirar, pelo nariz, profundamente, mas sem esforço, contando, mentalmente, até quatro, enquanto enche os pulmões de ar;
2) Manter os pulmões repletos de ar, sem forçar, enquanto conta, mentalmente, até quatro;
3) Expirar, pela boca, todo o ar dos pulmões, enquanto conta até quatro;
4) Manter os pulmões vazios, enquanto conta até quatro;
5) Repetir todo o procedimento por pelo menos vinte vezes;
6) Nesse momento, a pessoa já deverá estar com seus horizontes mentais bastante alterados e expandidos;
7) Tendo passado algum tempo (cerca de uma hora), a pessoa já deverá estar voltando "ao normal", podendo, então, reassumir sua "mente comum". Este exercício é tão poderoso que só deve ser realizado estando seu praticante sentado, sob risco de a pessoa perder o equilíbrio e cair, caso esteja em pé. Também não deve ser realizado deitado, pois deve-se evitar adormecer no curso de sua execução.

Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Transforme yourself to change the world

Por entre risos e choros vamos descobrindo novos mundos,
até à idade em que temos consciência de nós.

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

«Comércio das Novidades»



Em Vila Nova de Famalicão

IDOSA ASSALTOU BANCO!

E acaba triturada

Registou-se no dia de ontem um assalto a uma dependência do «Fundos para Idosos», em Famalicão.

O crime foi levado a cabo por uma mulher, de nome Lola Raios, de oitenta anos, que terá alegadamente usado uma cintura armadilhada como arma, surpreendendo todos os funcionários e clientes daquele banco.

Ao que foi possível apurar, a idosa é a cabecilha do gang do Norte «As Velha do Rock». Depois de entrar no Banco como uma simples cliente, a idosa tirou o casaco que trazia vestido e mostrou a sua cintura cheias de velas de dinamite, prontas a rebentar. Isso mesmo foi dito pela polícia no local.

Os poucos clientes que aí se encontravam ficaram em pânico, tendo alguns desmaiado. A idosa, depois de ter retirado todo o dinheiro que havia no cofre, pôs-se em fuga numa mota de alta cilindrada que estava estacionada no parque em frente ao estabelecimento. A polícia ainda a perseguiu alguns quilómetros.

A criminosa, depois de ter despistado a autoridade, foi embater na parte de trás de um camião do lixo, tendo sido projectada e triturada e imediato.

Agora a GNR tenta encontrar os restos do corpo, procurando analisá-los para saber a verdadeira identidade da idosa.

Até ao fecho da edição deste Jornal, não tivemos mais notícias.

Recorde-se que este é já o terceiro assalto a dependências bancárias na zona de Vila Nova de Famalicão este ano, apesar dos contornos incomuns do caso de ontem.

(Texto Ficcional, integrado no plano da área de Linguagem e Comunicação

Autoria do formando Hélder Braga)

Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Earth - Planeta TERRA

Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Caetano Veloso

A propósito você sabe?... Aprenda aqui...